Estudo da semana

Você é o que imagina em sua alma! Parte 1

por Pr. Heber Dutra.

Confira o texto “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é;” Pv. 23:7a. Embora o contexto do verso seja de características negativas do invejoso, repare na poderosa verdade contida nessas palavras. Pense em como você pode se utilizar desses incríveiss recursos dados por Deus a todo ser humano, maravilhosamente criado por Ele – a imaginação e a disciplina de uma alma e mente educadas ou treinadas!

Veja mais o que o maior sábio que já viveu nesse mundo, depois de Jesus, disse a respeito disso: “Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.” Pv. 27:19.

Religiosos frequentemente têm a tendência de ver sempre os assuntos da alma e mente como negativos ou irrelevantes, mas Deus tem muito a dizer sobre o assunto, tratando-o como importante e trazendo instruções preciosas.

A alma ou mente não deve dominar sobre um cristão. O nosso espírito recriado segundo a natureza de Deus, por meio do novo nascimento, deve ter o comando da nossa vida. É daí que recebemos instruções do Espírito Santo, nosso eterno habitante. A carne, muito menos, deveria ser um guia para nossas decisões e práticas (Rm. 8:4).

Portanto, há uma militância interna em cada crente que precisa ser entendida. Sabemos que a carne milita contra o espírito e vice-versa. Entretanto, a alma, que papel ela tem nesse encontro de naturezas opostas? Bem, ela fica no meio desse barulho, é o verdadeiro campo de batalha dentro de cada indivíduo e, conforme ela é treinada, ela pende para um lado ou para o outro. Se pender para carne, o resultado é morte; se para o espírito, é vida. Não parece difícil decidir que direção devemos seguir, concorda?

Por essa razão, entre outras, muitos crentes vivem uma vida medíocre aqui na terra. Entregam a sua mente à qualquer pensamento, imaginação e sentimento, com a idéia: “Qual é o problema de pensar essas coisas? Afinal, não estou fazendo mal à ninguém?”. O pior é que estão prejudicando muito uma pessoa: a si mesmas! E, como resultado, o próximo delas, injustamente, recebe o reflexo dessa atitude.

Nossa alma e mente são o campo de batalha onde, no interior de cada cristão, a guerra do mal contra o bem, da fé contra a incredulidade, é vencida ou perdida. Aqui o derrotado torna-se escravo do vencedor. Portanto, se a carne ganhar, ações e decisões carnais vão prevelecer; se o espírito vencer, o fruto do espírito florescerá e a vida abundante que Jesus já colocou à nossa disposição encontrará lugar em nós.

Veja o caso de um grupo de pessoas que foi derrotado antes mesmo da guerra das circunstâncias acontecer. Essas pessoas, parte do povo de Deus, tinha de Deus a promessa de entrar em uma terra que mana leite e mel, mas morreu depois de experimentar quarenta anos de deserto. Sabemos que aquele povo ficou de fora do descanso de Deus por falta de fé (ver. Hb. 3:19 – 4:3).

Mas como foi que nasceu essa incredulidade. Veja parte do relatório dos espias, representantes do povo israelita, prestes a entrar naquela prometida terra fértil e entregue a eles por Deus: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.” Nm. 13:32b-33. Perceba aqui que, se os outros os viam como gafanhotos, isso não deveria fazer a menor diferença para eles. Como as pessoas nos vêem não pode afetar o que acontece dentro de nós, pois sabemos que a nossa vitória não está no que os olhos alheios conseguem ou não conseguem ver em nós.

O problema reside na maneira como nós olhamos para nós mesmos. Se você se vê como um gafanhoto, então você, mais cedo ou mais tarde, acabará cantando como um; pulando como um; comendo como um; e, tristemente, morrendo como um. Apesar de Deus ter tudo preparado para que usufruíssimos a boa terra que nos deu, muitos vivem num sofrido deserto no qual Ele nunca quis que perecêssemos.

“Ah”, dizem alguns, “o que importa é como Deus nos vê e não como nós nos vemos!”. Mas entenda, é ponto pacífico que Deus nos vê, a cada um de seus filhos, com olhos de amor e de fé. Seu Pai Celeste acredita em você e quer o melhor para você, seu filho amado, ainda que determinadas situações que Ele permite que você passe sejam difíceis e árduas.

O problema é que, frequentemente, crentes não acreditam em si mesmos e falham ao olhar para si mesmos e não enxergam que não estão sozinhos e que, com Deus, eles já são maioria. Falham ao compararem a si mesmos com os inimigos, em vez de compará-los com o próprio Deus. Falham ao não reconhecer quem são e o relacionamento que possuem com o Senhor. Deviam organizar os pensamentos e dizer: “Somos filhos do Deus vivo, somos o povo escolhido de Deus, temos uma aliança de sangue com o Criador do universo, por meio de Cristo, nossos inimigos foram entregues em nossas mãos, portanto, segundo a sua Palavra, a vitória é nossa”.
(Continue a ler estudo Você é o que imagina em sua alma!, Parte 2)

Arquivo de Estudos:

Os Três Pilares do Reino de Deus – REINO, Parte 1

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1 Comments For This Post

  1. paulo Says:

    VERDADE!!!

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